A hora da retomada!

Olá a todos! Depois de meses de loucura no emprego, muita dor de estômago, noites maldormidas e um belo chute no pau da barraca, começo a me preparar para a retomada do Ler Antes de Morrer. Já são quase quatro anos, afinal de contas… acho que não consigo mais ficar tanto tempo longe desse blog.

Então, o primeiro passo foi cavucar a zona da minha estante em busca da próxima leitura. Tinha que ser um clássico de primeira categoria, é claro!

Entre compras antigas que eu nem me lembrava mais, presentes de amigos e livros herdados da minha avó, selecionei oito candidatos para marcarem o nosso retorno. E quem vai decidir? Você! É só colocar aqui em abaixo, nos comentários.

Aqui estão os nossos concorrentes… E vida longa ao Ler Antes de Morrer!

Próximo clássico

 

Porque surreal é a vida

 Enquanto a Odisseia não deslancha (até agora, foram só lamentos, recordações, oh glorioso filho de Zeus para cá e para lá), e já que hoje  é o Dia Nacional da Poesia, acho que vale a pena compartilhar um poema que conheci nesta semana.

Como já comentei por aqui, nunca fui muito chegada a poesia. Sou inquieta, penso em mil coisas ao mesmo tempo, e a leitura de poesias nos tempos do colégio exigiam da gente um tempo para decifrar, refletir o que o poeta quis dizer.

Mas eu descobri que poesia pode ser como aquelas canções que você escutou a vida inteira sem dar muita bola, quando, de repente!, você descobre o sentido dela. E ela vira uma das suas preferidas.

Esta semana conheci (ou revi, sei lá, talvez já tivesse lido alguma vez em um remoto passado escolar) o poema Teresa, do Manuel Bandeira.

E para ilustrar este poema surrealista, escolhi uma tela do Ismael Nery, cujo título o Google bem que procurou, mas não conseguiu encontrar pra mim.

Teresa 

A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

Quando os números deprimem…

… pelo menos surgem boas notícias para nos darem esperança.

Eu me explico: em novembro de 2010, a revista Superinteressante publicou os seguintes dados sobre a leitura no Brasil:

No entanto, recentemente a revista Veja publicou a seguinte reportagem de capa:

Na matéria, a revista destaca o fenômeno de vendas do livro Ágape, de Marcelo Rossi, além de outros títulos de diferentes gêneros que estão habituando os brasileiros a frequentarem livrarias.

Claro, sempre aparecem na internet depois opiniões do tipo “para a revista Veja, ler lixo é sinal de progresso”.

Mas não compartilho dessas ideias. Quem acompanha este blog sabe o que eu penso: não existe leitura ruim. Ruim é deixar de ler por preconceito, por preguiça ou, pior de tudo, por arrogância.

Que venha o livro religioso! Que venha a autoajuda e o romance de vampiros!

O importante é os brasileiros perceberem que os livros existem, e que eles podem ser guias, amigos, companheiros de todos os momentos.